quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Quanto o Gerente de Projeto precisa conhecer o assunto do projeto

Sempre que se debate o perfil ideal de um profissional para gerenciar um determinado projeto, surge uma dúvida: O Gerente do Projeto precisa entender apenas das técnicas gerais de gerenciamento de projetos (controle de prazos, custos, escopo, qualidade, etc.) ou é importante que ele entenda também do assunto do projeto que ele está gerenciando.

Eu, mais uma vez, vou lançar mão da reposta padrão dos consultores mais conceituados do mercado (aqueles que falam um monte de termos em inglês e cobram a hora em dólar): depende...

Em minha opinião, depende principalmente do tamanho do projeto.

Para um projeto muito grande, que envolve centenas ou milhares de pessoas com valores de investimentos elevados, importa muito pouco que o Gerente do Projeto seja um especialista no assunto objeto do mesmo, pois, além do projeto já ser complexo por si só e não existir possibilidade que uma única pessoa domine todas as áreas de conhecimento demandadas por ele, também é possível que o Gerente aloque especialistas nos diversos assuntos tratados. Para o Gerente de um grande projeto, é muito mais importante que ele possua características fortes de liderança, negociação, planejamento, etc.

Por exemplo, quando a Intelig começou a operar no Brasil, o seu capital majoritário era de origem francesa e foi designado para cuidar da implantação da empresa um advogado francês, que não entendia nada de tecnologia da informação ou de telecomunicações. Sob a liderança desse profissional, foi criada do zero uma nova companhia de telecomunicações para concorrer com a Embratel. Na época, a operação foi considerada um sucesso.

Contudo, se o projeto é de pequeno porte, o Gerente é mais exigido em ter um domínio maior sobre o assunto tratado pelo mesmo.

Imagine um projeto de desenvolvimento de sistemas com dois analistas, dois programadores e um Gerente de Projeto. Este Gerente pode não precisar entender tudo de especificação e construção de software, mas, com certeza ele não poderá ser um ignorante completo no assunto, pois, ele terá de discutir aspectos ligados à tecnologia a ser utilizada, ao processo de desenvolvimento, a modularização de sistemas, a interfaces com outros aplicativos, etc.

O Gerente de um projeto pequeno tem muito menos suporte de recursos financeiros ou humanos, para se abster totalmente do assunto do projeto e se concentrar apenas na gestão.

Por isso, normalmente, quem se torna Gerente dos Projetos são profissionais ligados à área executora dos mesmos. Engenheiros em obras ou analistas de sistemas na construção de software. Porém, se estes profissionais querem progredir na carreira trabalhando efetivamente como Gerente de Projeto, eles precisam se preparar para abstrair dos assuntos dos projetos e se concentrar mais nas técnicas de gerenciamento, pois, somente assim, eles terão a possibilidade de gerenciar projetos de maior complexidade.

Para termos uma noção do conhecimento necessário do Gerente de Projeto sobre o assunto, conforme o tamanho do projeto, podemos imaginar um gráfico parecido com o abaixo:


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Carreira na iniciativa privada ou serviço público?

Quando surge a perspectiva de uma crise econômica, imediatamente as pessoas que estão empregadas, especialmente na iniciativa privada, passam a ficar mais apreensivas em relação à segurança dos seus empregos. Muitas vezes, nem existe razão concreta para isso. Mas, só a perspectiva que a empresa possa a vir fazer cortes de vagas em algum momento, já basta para que o empregado comece a pensar nas alternativas para o seu futuro profissional.

Uma das possibilidades que se apresenta, para que a pessoa tenha mais estabilidade e fique menos vulnerável as oscilações do mercado, é o ingresso no serviço público. Além de ser uma boa oportunidade para iniciar a carreira, já que, boa parte dos concursos públicos não exige experiência anterior, é também uma opção para profissionais mais experientes. Existem muitos profissionais com formação acadêmica sólida e vivência de mercado investindo na preparação para ingressar na carreira pública, já que o serviço público também não pode fazer restrições de idade. Um profissional com 50 anos pode ser considerado velho em uma seleção, mas, em um concurso ele entra em igualdade de condições com os outros candidatos.

Independentemente da perspectiva de crise, na iniciativa privada os profissionais estão se sentindo cada vez mais pressionados: cobrança de metas cada vez mais altas e complexas, grande competitividade e falta de estabilidade. Por isso, o serviço público está sendo cada vez mais considerado uma opção.

Uma boa notícia para quem quer ingressar na carreira pública, é que a administração pública está cada vez mais profissional. Várias instâncias de governo têm investido em seguir as boas práticas da administração, em fazer avaliações sérias de desempenho, em qualificar adequadamente a mão-de-obra, em cobrar resultados por metas e recompensar as metas cumpridas. É claro que todos nós sabemos que ainda existem setores da administração pública dando péssimos exemplos, mas, nós não podemos tratar a exceção como regra.

A má notícia, é que o serviço público, em média, ainda paga menos que a iniciativa privada e a ascensão na carreira normalmente também é mais lenta.

Mas são coisas que precisam ser bem pesadas, pois, na iniciativa privada, principalmente quando existe a perspectiva de uma retração do mercado, a primeira opção para diminuição de custos é a demissão de mão-de-obra. Além disso, o serviço público proporciona uma possibilidade maior de conciliar a família e o lazer com o trabalho.

Como, exceto para cargos comissionados temporários, a forma de entrada no serviço público é o concurso público, a pessoa que realmente quiser seguir carreira pública tem que se preparar. Montar um planejamento de estudo e acompanhar os concursos que estão acontecendo, é fundamental. Mas, acima de tudo, é preciso persistência. Um concurso público não é fácil, a concorrência é enorme e não se deve desistir na primeira derrota.

Uma vez que a pessoa entrou no serviço público, se ela quiser continuar progredindo na carreira, valem os mesmos princípios da iniciativa privada: investir em educação e qualificação, apresentar bons resultados e se comprometer com o trabalho.

Não existe um caminho melhor ou pior, a decisão de investir na carreira privada ou pública depende do perfil, das prioridades e do projeto de vida de cada um. Portanto, a decisão é sua.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O caráter político da função gerencial

Uma função gerencial é, em sua essência, de caráter político. Esta afirmação pode ser entendida tanto no bom, como no mau sentido.

No bom sentido da afirmação, um gerente para exercer bem a sua função precisa saber motivar a equipe, conseguir recursos, solucionar problemas, ser criativo, etc. Mas, também precisa, e às vezes acima de tudo, ter um bom relacionamento profissional com os seus pares, pautado em respeito, ética e responsabilidade. Sejam os subordinados, os de mesmo nível hierárquico, mas principalmente, os superiores. Este bom relacionamento permite que ele faça com que as suas idéias e reivindicações sejam avaliadas com mais boa vontade.

No mau sentido, por diversas vezes eu já presenciei gerentes que conseguem coisas fora das regras acordadas ou passando por cima dos interesses de outras áreas, pelo simples fato de terem um bom relacionamento na empresa. O raciocínio que vale nestes casos é: para os amigos, benesses, para os não amigos, o rigor das regras. E, assim, quem não consegue ter um bom trânsito “político”, acaba sendo prejudicado em relação a outras pessoas. Nestes casos, o bem da corporação passa a ficar em segundo plano, o que vem primeiro é o interesse pessoal de cada um.

Então, qual deve ser a postura de uma pessoa que quer se sair bem em um cargo gerencial: se tornar um puxa-saco assumido para conseguir favores, ou ser sério, eficiente, comprometido e conseguir os benefícios em cima de argumentos sólidos?

Eu também não tenho uma resposta pronta para esta dúvida. A melhor resposta é a que qualquer consultor de alto nível dá em suas análises mais profundas: depende...

Depende da cultura da empresa, depende dos pares envolvidos e depende do perfil do próprio profissional que esteja diante do dilema.

Em empresas onde a meritocracia é realmente levada a sério, onde as decisões são baseadas em critérios técnicos o profissional não precisa ter este lado político tão desenvolvido, pois, ele irá negociar com pessoas que não estão tão preocupadas com quem é da panelinha e quem não é. Porém, em empresas onde as indicações gerenciais são mais calcadas em preferências pessoais e as decisões tem pesos diferentes dependendo de quem reivindica, então é bom o gerente procurar cultivar bons relacionamentos fora do escritório para conseguir sobreviver e progredir.

Eu acredito que não exista nenhuma empresa que se enquadre totalmente no primeiro perfil, mas, também não existe empresa que seja totalmente igual ao segundo. O que existe são empresas e grupos dentro delas que pendem mais para um ou para o outro lado. Este pêndulo pode variar ao longo do tempo dependendo das mudanças no grupo que está no comando da empresa.

Portanto, o gerente precisa identificar em qual meio ele está inserido e verificar se a cultura deste meio casa com a sua própria cultura.

Eu particularmente não tenho nenhuma vocação para puxa-saco, mas, procuro manter um bom relacionamento com o grupo, dentro do possível. Mas, acima de tudo procuro sempre ter embasamento nas minhas decisões e reivindicações, pois assim, elas podem até não serem aceitas, mas, pelos menos eu tenho argumentos para defendê-las. Assim eu venho sobrevivendo no mercado há algum tempo. Em algumas empresas melhor, em outras pior.

Em uma empresa, houve uma oportunidade em que eu tinha todas as condições, técnicas e políticas, de assumir a supervisão de uma área. Cheguei até ser nomeado informalmente pelo gerente da área. Até que apareceu um amigo do gerente que estava precisando de uma “oportunidade” e ele foi nomeado no meu lugar, sem que me fosse dada nenhuma explicação. Foi uma pena, pois, o setor pelo qual eu seria o responsável tinha tudo para crescer, mas, foi sendo engolido por outras áreas da empresa, até que acabou.

Já em outra empresa eu tive a oportunidade de ser nomeado gerente através de um processo seletivo interno. Foi aberto um processo, onde todo mundo que tivesse os pré-requisitos podia participar e os critérios de seleção eram bastante objetivos: análise curricular, formação acadêmica, análise psicológica e entrevista técnica por uma banca independente.

O curioso nessa história é que a primeira empresa era privada e a segunda era estatal. Que ironia...

Mas concluindo, o mais importante é que o profissional determine o seu próprio perfil e verifique em que tipo de ambiente ele se enquadra melhor.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Problemas no uso do email profissionalmente

O email é uma ferramenta sensacional e mudou muito a forma de nos relacionar nos últimos anos. Profissionalmente, permitiu uma interação muito mais ágil entre os diversos setores e pessoas de uma ou mais empresas, mesmo que elas estejam distantes geograficamente.

Em relação ao telefone, o email tem algumas vantagens, como o fato de ser assíncrono, ou seja, você manda uma mensagem e não ocupa a outra pessoa de imediato, ela lê e responde quando puder. Outra vantagem é a possibilidade de trocar documentos, imagens e vídeos.

Mas o email também tem seus problemas: excesso de mensagens desnecessárias, disseminação de programas maliciosos, envio de mensagens com cópia para pessoas que não tem nenhum relacionamento com o assunto, a falta da comunicação pessoal, erros de interpretação sobre o que está escrito e, o que eu acho pior, o uso do email como forma de transferir responsabilidade. Tem pessoas que acham que a única coisa que elas precisam fazer é mandar um email, sobre qualquer assunto, que o problema já tem outro dono e ela já está desobrigada de tratar o problema original.

O jornal Valor Online publicou um artigo muito interessante sobre o assunto, inclusive, mostrando que algumas empresas já estão restringindo o uso do email por seus funcionários.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Leitura recomendada: A biografia do Garrincha

Eu terminei de ler o livro com a biografia do Garrincha:

ESTRELA SOLITARIA - UM BRASILEIRO CHAMADO GARRINCHA
Ruy Castro
COMPANHIA DAS LETRAS
ISBN: 8571644934

Eu não vi o Garrincha jogar, mas, como todo mundo que gosta de futebol, sempre admirei suas jogadas e ouvi as histórias que se conta sobre ele: mulheres, bebida, inocência, malandragem, etc.

Quando fiquei sabendo do livro, me interessei em conhecer mais sobre a vida dele e o li quase sem parar. Normalmente, as pessoas gostam muito de futebol, mas, não se interessam pelas histórias que cercam o esporte. Muitas vezes, essas histórias são mais interessantes que o jogo em si. É o caso típico de Garrincha, que apesar de ter sido um gênio com a bola, teve uma vida muito mais rica em termos de acontecimentos fora do campo de jogo, seja para o bem ou para o mal.

O livro é muito bem escrito e tem o mérito de procurar separar o homem do mito. Várias histórias que a gente vem ouvindo sobre o Garrincha há tanto tempo acabam se revelando lendas ou meias verdades, enquanto outras se confirmam.

É possível entender melhor o encerramento precoce de sua carreira, os contratos mal feitos, as fugas das concentrações, a compulsão por mulheres, os filhos espalhados por todos os cantos, o relacionamento com a família, a dependência do álcool e tirar uma dúvida que sempre me afligiu: quando ele dava aqueles dribles desconcertantes, por que os adversários não lhe "metiam o pé”? (A verdade, é que ele apanhou muito, mas, na maioria das vezes, ele era mais rápido que os pontapés que tentavam lhe aplicar).

É triste constatar como o álcool destrói a vida da pessoa, sem que ela se dê conta disso. Além disso, o livro resgata a imagem de Elza Soares, que foi considerada uma aproveitadora e destruidora de lares (pelo menos foi isso que eu sempre ouvi), mas, o livro mostra a imagem de uma pessoa que gostava muito do Garrincha, sofreu muito por isso e segurou a barra até onde pôde.

Essa é uma história cuja leitura eu recomendo.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Eu odeio o provedor Oi Internet

A maioria absoluta das empresas que prestam serviços para o grande público, tem um serviço de atendimento de péssima qualidade.

Não escapa quase nenhum tipo de empresa: telefonia fixa e celular, banco, cartão de crédito, TV a cabo, provedor de internet, etc.

Eu pessoalmente, já tive problemas com o atendimento em diversas delas: Oi, Net, Unibanco, Ibi, etc.

Menção honrosa pode ser feita à GVT. Eu venho trabalhando com eles há algum tempo e até agora não tive nenhum tipo de problema. Tudo o que eles prometeram, foi cumprido e dentro do prazo combinado.

Mas, voltando à banda podre, nesse tempo todo, eu nunca vi um serviço pior que o do provedor Oi Internet. O serviço deles é horroroso de ruim, fazem a maior bagunça com as cobranças, quando tentam arrumar acabam piorando as coisas, ninguém lá consegue resolver nada, eles não têm controle nenhum e, depois, quando eu fui cancelar o serviço, foi um verdadeiro parto para conseguir.

Vejam um resumo de como foi minha história com eles:

Eu tinha o Velox em casa e, por isso, era obrigado a contratar um provedor de internet. Isso por si só, já é um absurdo, pois, tecnicamente não há nenhuma necessidade de usar um provedor para que o Velox acesse a internet. Mas, como não tinha outro jeito, contratei o provedor Oi Internet porque era o mais barato.

Eu pagava o provedor com débito automático em conta corrente. Tudo vinha bem, até que em novembro de 2007, foi debitada a mensalidade do mês em dobro na minha conta (2 lançamentos do mesmo valor, no mesmo dia). Eu liguei para o provedor e eles pediram que eu mandasse o extrato da minha conta por email para comprovar que o débito estava duplicado. Eu achei um absurdo mandar o meu extrato de conta por email e disse que não aceitava essa solução.

Depois de muita “briga” por email e por telefone e de várias promessas não cumpridas, eles resolveram que iam me isentar da mensalidade do mês de dezembro para compensar a que foi debitada em dobro. Vejam que já haviam se passado 2 meses. Mas, foi feita a isenção e eu achei que estava tudo resolvido.

Em janeiro de 2008, foi feito mais um débito na minha conta corrente além daquele que já estava previsto para o mês. Quando eu liguei para a Oi, eles me falaram que houve um erro do sistema deles que havia deixado de cobrar a mensalidade de dezembro de algumas pessoas e que eles estavam fazendo o débito agora. Eu disse que não era erro, que eu havia feito um acordo para ter isenção em dezembro em função da duplicidade que havia ocorrido em setembro.

Novamente, vários emails, telefonemas e promessas não cumpridas. Quando foi em março, eles falaram que iam me isentar da mensalidade do mês, ou seja, se passaram mais 3 meses, mas, a isenção foi feita.

Quando foi no mês de abril, adivinhe! Novamente foi debitado um valor “extra” na minha conta corrente. O pior é que o valor debitado era diferente do valor da mensalidade normal. Novamente entrei em contato e novamente eles deduziram o valor na fatura, dessa vez, da que venceria em maio.

Ufa! Depois de 7 meses eu consegui ficar no zero a zero com a Oi Internet.

Em setembro de 2008, como eu tive uma oferta melhor da GVT, eu resolvi cancelar o Velox e conseqüentemente o famigerado provedor Oi Internet. Aí, começou outra novela:

Quando eu liguei para cancelar, a atendente me disse que, pelo sistema deles, eu não pagava o provedor desde março de 2008 e, para cancelar, eu teria que enviar os comprovantes de pagamento deste período. Eu usei todos os argumentos imagináveis: que eu pagava com débito em conta e se eles não tinham esse controle o problema não era meu; se eu não pagava desde março, porque eles não estavam me cobrando ou cancelavam o serviço; e que o fato de eu estar inadimplente não me impedia de cancelar o serviço. Mas atendente, com o script bem decorado, só sabia dizer: “O senhor não está entendeeeendo, o sistema está dizendo que o senhor não pagou e assim eu não posso cancelar”. Eu só não falei o que ela deveria fazer com o sistema, porque eu ainda tentei manter o mínimo de educação com a pobre coitada que é tão vítima de empresa quanto eu.

Fui ao PROCON, e eles me orientaram a tentar fazer o cancelamento novamente e pegar um número de protocolo de atendimento. Eu liguei novamente e dessa vez a atendente me disse que eu estava devendo apenas a mensalidade de outubro, que ainda nem havia vencido, mas, já tinha sido emitida a fatura. Como eu estava sem paciência nenhuma para ficar correndo atrás disso, eu resolvi deixar debitar a mensalidade de outubro e tentar cancelar novamente.

Passadas mais de 72 horas do débito da mensalidade de outubro, eu solicitei novamente o cancelamento. A atendente alegou que o pagamento em questão ainda estava pendente no sistema deles e não poderia fazer o cancelamento.

Voltei ao PROCON e eles entraram em contato com a Oi e solicitaram o cancelamento. A Oi ficou de estudar o caso e dar um retorno em 3 dias.

A Oi Internet, pela primeira vez, ligou dentro do prazo combinado e disse que existia uma multa pelo cancelamento devido eu ter uma fidelidade. Para ficar livre, eu concordei em pagar. A Oi disse que ia ligar novamente dentro de 4 dias para confirmar o cancelamento. Não ligou.

Fui novamente ao PROCON, que entrou em contato outra vez com a Oi. A Oi alegou que não fez o cancelamento, porque, estava aguardando eu informar como iria pagar a multa. Sendo que, em momento algum, me foi dito que eu teria de informar esta opção e nem me foi dado algum contato para que eu pudesse retornar a ligação que a Oi me fez. Mas, eles disseram que iriam fazer o cancelamento e me ligariam para confirmar.

A Oi internet me ligou no final de outubro e propôs a seguinte solução:

Cancelamento imediato da Oi internet;

Que eu pague normalmente a mensalidade que está vencendo em novembro, pois, a fatura já foi emitida e eles não conseguem cancelar;

Que este valor será devolvido por crédito em conta em até 30 dias;

Que eu pague a multa com débito na mesma conta corrente.

Essa solução é toda contrária a mim. Vejam que eu pedi o cancelamento em setembro e irei pagar os meses de outubro e novembro, para depois, se tudo der certo, eles me devolverem o de novembro, mas, para ficar livre, eu concordei com as condições.

Vamos ver se agora eu realmente consegui me livrar dessa erva daninha chamada Oi Internet que se incrustou em mim.

O que me deixa mais irritado na Oi Internet, é que você faz um acordo com eles, acha que o problema está resolvido e eles simplesmente não cumprem o que foi acordado. Depois, quando você liga para cobrar, eles não sabem de nada.

Concluindo, eu recomendo: Fujam do provedor Oi Internet, assim como o diabo foge da cruz.

Vejam também como a Oi vem espalhando seu péssimo serviço em todas as áreas relacionadas às comunicações.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Usando o Google como calculadora

Todo mundo usa o Google para fazer pesquisas na internet, mas, ele possui algumas funcionalidades que são pouco conhecidas. Uma das mais interessantes, é a sua calculadora.

É muito simples, basta digitar a expressão algébrica na caixa de pesquisa e teclar ENTER ou clicar no botão "Pesquisar". Por exemplo:

  • Digite: 17 + 22
  • O Google mostra: 17 + 22 = 39
Pode ser por extenso também:

  • Digite: three plus four
  • O Google mostra: three plus four = seven
  • Digite: três mais quatro
  • O Google mostra: três mais quatro = sete
Todas as operações algébricas são suportadas, podem ser usados parênteses e números decimais. Veja mais alguns exemplos:

  • 3.4 - 5.6 = -2.2
  • 7 / 8 = 0.875
  • ten divided by two = five
  • 3 vezes sete = 21
  • (4,5 * (3 + 7,1)) / (6,1 - 9) = -15,6724138
Além disso existem diversas funções matemáticas disponíveis:

  • Percentagem: 45 % de 39 = 17,55
  • Módulo: 15 mod 9 = 6
  • Potência: 3^5 = 243
  • Raízes: sqrt(16) = 4
  • Trigonometria: cos(3) + sin(4,1) - arctan(2) = -2,91541833
  • Logarítimos: ln(3) + log(5) = 1.79758229
  • Fatorial: 6 ! = 720
Podem ser usadas constantes:

  • cos(e) = -0.911733915
  • pi / 4 = 0,785398163
  • i^2 = -1
  • e^gamma = 1,78107242
E podem ser feitas várias conversões de unidades:

  • 98.6 f in c = 37 degrees Celsius
  • 500 V * 3 A in KW = 1.5 kilowatts
  • 23 reais em USD = 10,594191 dólares dos Estados Unidos
  • 130 lbs in kg = 58.9670081 kilograms
  • 3 miles in km = 4.828032 kilometers
  • 3 bytes em bits = 24 bits
  • 1500 em hexa = 0x5DC
  • 65 in binary = 0b1000001
Mais detalhes da calculadora do Google podem ser obtidos em:

http://www.googleguide.com/help/calculator.html

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Forma de contratação: CLT X PJ

Hoje na área de TI, recheada de terceirizações, várias ofertas de trabalho têm sido feitas para que os profissionais montem suas próprias empresas e prestem serviços como Pessoa Jurídica, popularmente conhecido como PJ. É dessa situação que surgiu a máxima: "Hoje existe trabalho e não emprego".

Para uma pessoa que trabalha normalmente com carteira assinada, no regime de CLT, se surge uma oportunidade de trocar de emprego com uma oferta para trabalhar como PJ, fica a dúvida de saber quanto pedir para compensar as diferenças existentes entre os dois regimes. Para isso, eu montei um roteiro que pode ajudar a quem interessa fazer a comparação.

Imagine que uma pessoa ganhe R$ 3000,00 por mês com carteira assinada. Quanto ela teria que ganhar como PJ para ter uma renda equivalente?

Vamos fazer uma simulação passo a passo:

Salário mensal no regime de CLT: R$ 3000,00

Vamos transformar o salário em anual para facilitar as contas, multiplicando por 13, já que, a CLT paga 13 salários por ano: R$ 3000,00 x 13 = R$ 39000,00

Durante as férias, é pago o adicional de 1/3 de um salário: R$ 3000,00 / 3 = R$ 1000,00

Todo mês a empresa deposita 8% do salário na conta do FGTS: R$ 39000,00 x 8% = R$ 3120,00

Se o empregado é mandado embora, a empresa é obrigada a lhe pagar 40% de multa sobre o saldo do FGTS, ou seja, é uma espécie de seguro que deve ser levado em consideração: R$ 3120,00 x 40% = R$ 1248,00

Normalmente, as empresas fornecem vale refeição para os funcionários e os valores variam para cada caso, mas vamos estimar que a parte do vale, sem custo para o empregado, seja de R$ 8,00 x 22 dias por mês x 11 meses por ano = R$ 1936,00

O mesmo acontece com plano de saúde, vamos estimar: R$ 150,00 x 12 meses = R$ 1800,00

Se houver previdência privada, ajuda educacional, vale transporte, ou outra despesa paga pela empresa, é preciso acrescentar, mas, eu não vou considerar nada, pois, são vantagens menos comuns.

É preciso descontar o imposto de renda de pessoa física pago. Hoje, o valor do imposto para este valor de salário é: (R$ 2529,54)

Algumas pessoas levam em conta também o desconto do INSS, mas, como eu considero que como PJ a pessoa deveria pagar o INSS também, então, um desconto compensa o outro. Assim sendo, eu não vou considerar INSS na conta.

Somando as parcelas anuais, o salário total é: R$ 39000,00 + R$ 1000,00 + R$ 3120,00 + R$ 1248,00 + R$ 1936,00 + R$ 1800,00 - R$ 2529,54= R$ 45574,46.

Para achar o valor mensal, vamos dividir o valor por 11. Isso é importante, pois, na CLT, apesar do profissional receber para trabalhar 12 meses, ele trabalha só 11, devido às férias. Como PJ, se ele quiser folgar 1 mês vai ficar sem receber: R$ 45574,46 / 11 = R$ 4143,13.

Este seria o valor total recebido pelo empregado CLT, mas, se ele for trabalhar como PJ, terá despesas na sua empresa que precisam ser acrescentadas:

  • ISS: as alíquotas variam de acordo com a cidade, mas, vamos estimar em 2%.
  • COFINS: 3%.
  • Imposto de Renda de Pessoa Jurídica: 2,4%.
  • PIS: 0,65%.
  • Contribuição social sobre o lucro líquido: 2,88%.

Somando todos estes percentuais e aplicando ao valor obtido como CLT, temos: R$ 4143,13 / [1 - (2% + 3% + 2,4% + 0,65% + 2,88%)] = R$ 4651,55.

Além disso, precisamos contratar um contador, estimando um valor de R$ 210,00.

Assim o valor total a ser faturado como PJ será de: R$ 4861,55.

Como os contratos costumam ser feitos em horas, se considerarmos 170 horas por mês, o valor da hora será: R$ 28,60.

O fator de multiplicação do salário de pessoa física para o de PJ é de: 1,62.

É importante ressaltar, que apesar do PJ receber mais dinheiro "na mão", ele não tem nenhuma das garantias do profissional CLT, portanto, é recomendável que uma boa parte do que ele recebe, em torno de 20%, vá para uma reserva para cobrir as férias, 13º, períodos sem serviço ou algum tempo de doença que o impeça de trabalhar.

Esta simulação vale para este exemplo em particular, para que vocês possam fazer mais simulações, cobrindo outras situações, eu preparei uma planilha que pode ser baixada em:

http://geocities.com/guia_rapido/clt_x_pj.xls

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Certificação em Gerência de Projetos do IPMA

O instituto que trata a gerência de projetos mais conhecido internacionalmente é o PMI (Project Management Institute), que publica o conhecido guia de práticas PMBOK.

Um profissional, para ser reconhecido no mercado como uma pessoa que domina a gerência de projetos, tem a opção de se certificar junto ao PMI, candidatando-se à certificação PMP (Project Management Professional). Quem obtém tal certificação, demonstra que conhece a fundo as práticas descritas no PMBOK.

Contudo, o PMI não é o único instituto internacional de gerência de projetos e nem a PMP é a única certificação disponível. Outro instituto que tem um reconhecimento internacional e muitas empresas adotam as suas práticas de gerenciamento de projetos é o:

IPMA – International Project Management Association

O IPMA foi fundado em 1965, com sede na Suíça, segue uma linha similar ao PMI, porém, com enfoque voltado a atividades e não disciplinas. Ele provém uma linha de base padronizada com foco em conhecimento, experiência e atitudes pessoais. O seu framework é mais utilizado na Europa, enquanto o PMI é mais forte nas américas. Ele é representado no Brasil pela ABGP (Associação Brasileira de Gerenciamento de Projetos).

O IPMA também oferece uma certificação para profissionais de gerenciamento de projetos. Diferentemente do PMI, a certificação do IPMA é divididas em níveis, de forma que o profissional pode ir "escalando" o seu reconhecimento no mercado gradativamente. Os níveis de certificação são:

Nível D: Associado em Gerenciamento de Projetos Certificado (Cerfied Project Management Associate)
Deve ter conhecimentos de Gerenciamento de projetos, os quais poderão ser aplicados em alguns campos da sua especialidade não é exigida experiência profissional.

Nível C: Gerente de Projetos Certificado (Certified Project Manager)
É capaz de gerenciar, com razoável independência, projetos não complexos, coordenar as tarefas técnicas de equipes de projeto e apoiar o gerente de um projeto complexo em todas as áreas de aplicação do gerenciamento de projetos.

Nível B: Gerente de Projetos Sênior Certificado (Certified Senior Project Manager)
Deve ter a capacidade de gerenciar projetos complexos com total independência.

Nível A: Diretor de Projetos Certificado (Certified Projects Director)
Deve ter a capacidade de dirigir todos os projetos constituintes de um programa ou todos os projetos de uma empresa ou linha de negócio ou ainda um projeto complexo com participantes de diferentes culturas e geografias

Para os níveis mais altos de certificação, o IPMA usa, além de provas de conhecimento, outros critérios de avaliação, como entrevista e comprovação de experiência.

A desvantagem mais evidente da certificação IPMA, é que no Brasil ela não é tão reconhecida pelo mercado quanto a do PMI. Mas, pode ser uma alternativa mais barata e gradual de se certificar, ou então, uma opção para completar os conhecimentos em gerência de projetos com outro framework.

sábado, 11 de outubro de 2008

Homenagem a Cartola

Se estivesse vivo, Cartola estaria fazendo 100 anos. Por isso, presto uma homenagem ao poeta sensacional, que a partir da sua simplicidade produziu, na minha modesta opinião, os quatro versos musicais mais bonitos da lingua portuguesa:

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti


Obrigado, Cartola.


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