quinta-feira, 28 de maio de 2009

SQL: Uso do JOIN em cláusulas SELECT

O SQL (Structured Query Language, ou Linguagem de Consulta Estruturada) é a linguagem padrão para recuperação de informações em banco de dados relacionais. Ela é uma linguagem muito fácil de usar e ao mesmo tempo poderosa, já que permite combinar informações obtidas a partir de diversas tabelas e usar uma diversidade muito grande de filtros de seleção.

O funcionamento do SQL é baseado na teoria de conjuntos, ou seja, as tabelas são consideradas conjuntos de dados e o resultado das pesquisas são subconjuntos que podem ser obtidos, por exemplo, através da interseção ou união dos conjuntos originais.

Tendo isso em mente, é fácil usar as cláusulas SQL para realizar pesquisas mais complexas. Para isso, o SQL disponibiliza o comando JOIN, que permite combinar dados de tabelas diferentes.

Para mostrar como o JOIN funciona, eu vou dar um exemplo bem básico, mas, que pode ser facilmente extrapolado para situações mais complexas, desde que se tenha o conceito em mente.

Imagine um banco de dados que possua apenas duas tabelas, cujos layout e conteúdo estão detalhados abaixo:

  • Modelo de dados e conteúdo das tabelas

Pessoa

idPessoa

nomePessoa

5

Cinconegue

10

Dezembrino

12

Dozeario

14

Quatorzeano

15

Quinzenio

17

Dezessetino

Automovel

idAuto

idPessoa

descAuto

B

(null)

Fusca branco

E

14

Opala bege

F

(null)

Passat amarelo

H

(null)

DKW

J

5

Gordini marrom

K

(null)

Brasília branca

M

17

Passat cinza

N

12

Belina verde

P

(null)

Fiat 147

Q

14

Fusca azul

R

12

Brasília preta

T

14

Opala vermelho

Se representarmos o conteúdo deste banco de dados em forma de conjunto, ele ficaria assim:

Feito isso, nós podemos entender melhor o efeito do JOIN quando aplicado a este conjunto de dados. Veja os exemplos abaixo:

  • INNER JOIN

O INNER JOIN retorna o sub-conjunto interseção dos conjuntos envolvidos na pesquisa.

SELECT Pessoa.idPessoa, nomePessoa, idAuto, Automovel.idPessoa, descAuto
FROM Pessoa INNER JOIN Automovel ON Pessoa.idPessoa = Automovel.idPessoa
ORDER BY 1, 3;

Pessoa.idPessoa

nomePessoa

idAuto

Automovel.idPessoa

descAuto

5

Cinconegue

J

5

Gordini marrom

12

Dozeario

N

12

Belina verde

12

Dozeario

R

12

Brasília preta

14

Quatorzeano

E

14

Opala bege

14

Quatorzeano

Q

14

Fusca azul

14

Quatorzeano

T

14

Opala vermelho

17

Dezessetino

M

17

Passat cinza

Ou seja só são exibidos elementos que estão nos dois conjuntos. Esta é a utilização mais comum do JOIN nas pesquisas que envolvem mais de uma tabela.

O INNER JOIN pode ser escrito também no formato abaixo (chamado de implícito) e o resultado é exatamente o mesmo:

SELECT Pessoa.idPessoa, nomePessoa, idAuto, Automovel.idPessoa, descAuto
FROM Pessoa, Automovel
WHERE Pessoa.idPessoa = Automovel.idPessoa
ORDER BY 1, 3;

  • LEFT JOIN

O LEFT JOIN retorna todos os elementos que estão no conjunto da esquerda (a primeira tabela), mais os elementos que estão na interseção.

SELECT Pessoa.idPessoa, nomePessoa, idAuto, Automovel.idPessoa, descAuto
FROM Pessoa LEFT JOIN Automovel ON Pessoa.idPessoa = Automovel.idPessoa
ORDER BY 1, 3;

Pessoa.idPessoa

nomePessoa

idAuto

Automovel.idPessoa

descAuto

5

Cinconegue

J

5

Gordini marrom

10

Dezembrino

(null)

(null)

(null)

12

Dozeario

N

12

Belina verde

12

Dozeario

R

12

Brasília preta

14

Quatorzeano

E

14

Opala bege

14

Quatorzeano

Q

14

Fusca azul

14

Quatorzeano

T

14

Opala vermelho

15

Quinzenio

(null)

(null)

(null)

17

Dezessetino

M

17

Passat cinza

  • RIGHT JOIN

O RIGHT JOIN, ao contrário, retorna todos os elementos que estão no conjunto da direita (a segunda tabela), mais os elementos que estão na interseção.

SELECT Pessoa.idPessoa, nomePessoa, idAuto, Automovel.idPessoa, descAuto
FROM Pessoa RIGHT JOIN Automovel ON Pessoa.idPessoa = Automovel.idPessoa
ORDER BY 1, 3;

Pessoa.idPessoa

nomePessoa

idAuto

Automovel.idPessoa

descAuto

(null)

(null)

B

(null)

Fusca branco

(null)

(null)

F

(null)

Passat amarelo

(null)

(null)

H

(null)

DKW

(null)

(null)

K

(null)

Brasília branca

(null)

(null)

P

(null)

Fiat 147

5

Cinconegue

J

5

Gordini marrom

12

Dozeario

N

12

Belina verde

12

Dozeario

R

12

Brasília preta

14

Quatorzeano

E

14

Opala bege

14

Quatorzeano

Q

14

Fusca azul

14

Quatorzeano

T

14

Opala vermelho

17

Dezessetino

M

17

Passat cinza

Os exemplos acima, apesar de muito simples, podem ser facilmente extrapolados para a maioria das pesquisas onde é necessária a pesquisa em mais de uma tabela, pois, apesar de ser possível existir mais complexidade nas cláusulas, o raciocínio básico é exatamente o mesmo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Processos X Projetos

Não é raro que as pessoas confundam essas duas palavras e seus significados: processos e projetos. Mas a distinção dos dois termos é fundamental para quem está inserido numa organização.

Um processo pode ser definido como uma sequência de atividades dinâmicas e contínuas, logicamente relacionadas, executadas para obter um resultado bem definido. Outra definição descreve o processo como uma sequência de passos, tarefas e atividades que convertem entradas em uma saída. Um processo é contínuo e repetitivo.

Já um projeto é um empreendimento temporário com o objetivo de criar um produto ou serviço único. Tem início, meio e fim. O projeto é normalmente autorizado como resultado de uma ou mais considerações estratégicas: pode ser uma demanda de mercado, necessidade organizacional, solicitação de um cliente, avanço tecnológico ou requisito legal. Veja as principais características dos projetos: (1) são temporários, possuem um início e um fim definidos; (2) são planejados, executados e controlados; (3) entregam produtos, serviços ou resultados exclusivos; (4) são realizados por pessoas; e (5) são realizados com recursos limitados.

Ou seja, em geral, os processos estão relacionados ao dia-a-dia das empresas, enquanto os projetos estão mais relacionados à inovação ou novos produtos e serviços.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Calculadora programável TI-58C da Texas Instruments

A primeira "coisa" que eu aprendi a programar foi uma calculadora TI-57 da Texas Instruments lá pela década de 1980.

Eu fazia curso de Técnico em Eletrônica e o colégio onde eu estudava promovia cursos de programação de calculadora. O modelo em que eu aprendi, tinha visor de LED, 50 passos de programação e 8 registradores de memória. Ou seja, era possível gravar em sua memória programas com no máximo 50 instruções (sendo que até o sinal de uma operação era contado como uma instrução) e 8 resultados intermediários.

A maneira de programar era bem simples, você gravava na memória cada passo da operação que estava querendo executar, como se estivesse fazendo o cálculo manualmente e existiam alguns comandos que permitiam dar "saltos" na sequência de comandos (GTO: Go To, SBR: Sub-routine), fazer "loops" (DSZ: Decrement and Skip on Zero), testar igualdade ou diferença, ou armazenar o resultado em uma memória.

Eu gostei muito do assunto e "infernizei" o meu pai até que ele comprasse uma calculadora programável TI-58C para mim. Este modelo já era bem melhor que a TI-57: podia ter 480 passos de programação ou 60 memórias (os dois ocupavam os mesmos endereços de memória) e esses valores podiam ser expandidos com um módulo externo de memória. O mais importante, era que a TI-58C podia ser desligada sem que o programa armazenado na memória se perdesse, ao contrário do que acontecia com a TI-57.

Quando eu coloquei as mãos na calculadora, aprendi logo todos os seus comandos e recursos. Passei a aproveitar ao máximo todo o seu potencial, fazia desde programas de cálculo até joguinhos numéricos. Com isso, virei uma espécie de consultor informal em programação de calculadoras para os meus colegas de escola.

Aprender a programar calculadoras, além de ter me ajudado a fazer cálculos durante o curso técnico, me ensinou os princípios básicos da lógica de programação e me deu certeza que eu gostava deste assunto.

Logo tempo depois, surgiram os primeiros microcomputadores com processador Z80 e eu comecei e me voltar para a programação em Basic. Mas, isso já é outra história.

sábado, 25 de abril de 2009

Parabéns ministro Joaquim Barbosa

O ministro do STF Joaquim Barbosa ao criticar o presidente do mesmo tribunal, Gilmar Mendes, falou o que a grande maioria das pessoas gostaria de falar, mas não tem oportunidade.

Eu não vou me estender sobre o bate-boca, pois, ele já foi amplamente coberto pela imprensa.

Gostaria apenas deixar registrado os meus parabéns ao ministro Joaquim Barbosa, se houvessem mais juízes com esta postura, o judiciário brasileiro seria bem melhor.

Quem quiser saber detalhes do caso, clique aqui.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Carta de Jon "maddog" Hall para o presidente Obama

Jon "maddog" Hall é um dos maiores defensores e divulgadores do software livre. Como parte de sua pregação, ele escreveu um artigo em forma de carta para o presidente Barack Obama.

O artigo precisa ser lido com um olhar crítico, pois, afinal de contas, foi escrito por um defensor tão ardoroso do software livre, que às vezes comete alguns exageros nas suas análises.

Em determinados trechos do artigo, "maddog" passa a impressão que todos os problemas de quem usa software acabarão a partir do momento em que passar a adotar o software livre. Em outros trechos, ele faz algumas estimativas de economia com software livre que carecem de mais substância para se sustentarem.

Mas de qualquer forma, é um artigo muito interessante para que possamos refletir e discutir como deve ser a relação entre quem produz e quem utiliza software.

O artigo pode ser lido em:

http://linuxmagazine.uol.com.br/maddog/economizando_cinco_bilhoes_de_dolares_por_dia

quinta-feira, 9 de abril de 2009

"Carreira em Y" nas profissões tecnológicas

Tem um email que já rola por aí há bastante tempo, mas, até hoje eu me divirto quando o leio. Eu não sei quem é o autor, mas, ele está de parabéns. É um texto que explica como um analista pode subir na carreira permanecendo na área técnica, a famosa "Carreira em Y". Para quem não viu, ou para quem quer refrescar a memória, segue o texto abaixo:

A "Carreira em Y" nas profissões tecnológicas dos analistas

Nas grandes empresas ou qualquer empresa que tenha um grande numero de pessoal de tecnologia, rola o que eles chamam de "Carreira em Y". Essa denominação foi criada para que os profissionais que não quiserem passar para a área administrativa possam continuar subindo na empresa na área técnica, e ganhando melhores salários. Porém, todo mundo reclama que é dificílimo ser promovido. Então alguém criou o guia de como ser promovido na "Carreira em Y".

Analista 1

O indivíduo começa como Analista 1 e pode chegar a ser Analista 8. Os Analistas 1 são comumente conhecidos como Analistas Baby, ou seja, um pouco mais que estagiários.

Condições necessárias para vocês virarem Analistas 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8:

Analistas 2 e 3

Faça o seu dever, cumpra seus prazos, fique algumas vezes depois do horário, faça cursos de aperfeiçoamento, seja sociável e trabalhe em equipe. É necessário destruir plantações de pepinos (pepino = problema). Noções de Inglês Técnico.

Exemplo: Humanos normais.

Analista 4

Idem ao anterior + Matar um leão por dia (leão = um grande problema), com uma carga horária de 12 horas diárias. Ser responsável por 30% da administração de uma rede pequena de 700 usuários. Inglês, espanhol e Visual Basic obrigatórios + 1 linguagem desejável.

Exemplo: Fodões

Analista 5

Idem ao anterior + Um dragão por semana (dragão = é uma problema enorme), com uma carga horária diária de 16 horas sem feriados. Ser responsável por 40% da administração de uma rede do tipo 1000 Usuários. Inglês, francês, japonês, espanhol, VB e C++ obrigatórios.

Exemplo: Mister M, David Coperfield, Padre Quevedo.

Analista 6

Idem aos anteriores, só que, mata-se um leão por hora, um dragão por dia, um Alien por semana (Alien = é um problema do outro mundo) e mais uma área equivalente a meio globo terrestre em plantações de pepino. Carga horária diária de 20 horas. Ser responsável por 75% da administração de uma rede de 2500 usuários e 30% de todos os projetos internos de tecnologia. Inglês, francês, alemão, japonês, espanhol, aramaico, latim, mandarim, vietnamita, VB, C++, Asp, Dhtml, Cobol obrigatórios.

Exemplo: Criaturas Mitológicas, Gnomos, Ninjas com o poder dos 9 cortes.

Obs: Assim como os Ninjas, somente um Analista 6 pode matar um Analista 6.

Analista 7

Idem aos anteriores, só que, os leões e dragões fogem de você. Você terá que caçá-los em outras dimensões e planetas. Uma área equivalente a uma estrela classe 5 (Sol) em plantações de pepino e três Aliens e um Predador por dia (Predador = é um problema impossível de ser resolvido, exemplo, fazer um corpo com massa m viajar com velocidade acima da velocidade da luz). Carga horária diária de 25 horas. Ser responsável por 100% da administração de uma rede de 6000 usuários e 60% de todos os projetos internos de tecnologia. Inglês, francês, alemão, japonês, italiano, espanhol, aramaico, latim, mandarim, vietnamita, Borg, Taelon, Klingon, Volcano, Pascal, Fortran, C++, Asp, Java, Xml, Easytrieve, Ims/Dc e todas as 13500 línguas e dialetos que o C3PO fala no filme Star Wars, obrigatórios.

Exemplo: Mago Merlin, Jedis como Luck Skywalker e Obi-Wan Kenobi, Mestre Yoda (daí o nome de carreira em Y), Darth Maul, Spectroman.

Não desanime, conseguir você irá, um analista 7 você será. Grande poder tem o lado negro Administrativo da Força. Você também terá que ser um Highlander, pois só com uma vida eterna você terá tempo para atingir este cargo, mas não se esqueça que só pode haver um e não deixe que nenhum outro analista 7, corte sua cabeça.

Analista 8

É o cargo máximo no Universo e você será considerado como o mestre dos elementos. Você terá o poder sobre a vida e a morte dos seres, logo você não precisa mais matá-los, você apenas deseja que os problemas se resolvam ou cria novas leis físicas no universo para que isso aconteça. E você irá perdoar a todos. Você será onisciente, onipresente e onipotente. Carga horária diária indefinida, para você o tempo e o espaço já não existem. Ser responsável por 100% dos projetos e 100% da área de tecnologia de uma empresa de 30000 usuários, em 7 dias.

Exemplo: Deus, Buda, Alá, Zeus, Odin, A Força.

Conclusão: Perceberam como é simples desenvolver carreira técnica?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Exemplo de SLA - Acordo de Nível de Serviço

Em um post anterior eu falei sobre SLA - Acordo de Nível de Serviço, em terceirização do processo de desenvolvimento de software.

Agora, eu vou dar um exemplo prático de quais SLA's podem ser estabelecidos em um processo hipotético e simplificado.

O processo em questão serve apenas para fins didáticos, pois, no mundo real eles são muito mais complexos. Contudo, os exemplos dados aqui podem ser facilmente extrapolados para processos maiores.

Veja o processo de desenvolvimento de software mostrado na figura abaixo:

Para cada tarefa precisa ser definido pelo menos um Acordo de Nível de Serviço, com um indicador para avaliá-lo. De preferência deverá existir um sistema de workflow, mesmo que seja um bem simples ou desenvolvido internamente, que controle o fluxo entre as tarefas e registre automaticamente os dados que irão alimentar os indicadores definidos.

Na tarefa T1, a "Empresa" passa para o "Fornecedor" a ordem de serviço (D2) e a especificação do sistema (D1). Como este é o início do processo, ele não precisa de um SLA. O SLA passará a ser usado a partir da tarefa T2, que é quando o "Fornecedor" devolve o cronograma (D4) e o plano de testes (D3) do serviço solicitado. Assim sendo, alguns SLA's que poderão ser definidos para cada tarefa são:

  • T2 - O planejamento (ou replanejamento) da construção deve ser executado em até 3 dias úteis.
  • T3 - O planejamento deve ser aprovado (ou recusado) em até 3 dias úteis.

OBS: É importante que existam SLA's definidos também para as tarefas sob a responsabilidade da "Empresa", pois, se a "Empresa" também não tiver as suas obrigações definidas, ficará muito complicado para o "Fornecedor" se planejar e cumprir o SLA.

  • T4a - A aplicação deverá ser construída dentro do prazo previsto no planejamento aprovado em T3.
  • T4b - Caso a construção seja em função da não aprovação da aplicação, as adequações deverão ser feitas em 1 (um) dia útil para cada Ponto de Função a ser adequado.
  • T5 - Os testes deverão ser realizados dentro do prazo previsto no planejamento aprovado em T3.
  • T6a - A validação da aplicação deverá ser realizada dentro do prazo previsto no planejamento aprovado em T3.
  • T6b - A aplicação deverá apresentar, no máximo, 1 (um) erro para cada 10 (dez) Pontos de Função.
  • T7 - O termo de conclusão deverá ser emitido em até 3 (três) dias úteis após a validação.

Para cada SLA, deverá ser definido um indicador que permita o acompanhamento, por exemplo:

  • iT2 - 85% dos planejamentos devem ocorrer dentro do prazo.
  • iT3 - 90% das aprovações devem ocorrer dentro do prazo.
  • iT4a - 80% das construções devem ocorrer dentro do prazo.
  • iT4b - 80% das readequações devem ocorrer dentro do prazo.
  • iT5 - 85% do testes devem ocorrer dentro do prazo.
  • iT6a - A 85% das construções devem ocorrer dentro do prazo.
  • iT6b - 90% das aplicações devem estar dentro do limite de erros.
  • iT7 - 90% dos termos devem ser emitidos dentro do prazo.

Ainda podem ser definidos sinais, por exemplo: Se 90% estiverem dento do prazo, sinal verde; Entre 80% e 90%, sinal amarelo; Abaixo disso, sinal vermelho.

O segredo é definir indicadores realistas, de comum acordo com o fornecedor e depois acompanhar de perto a sua evolução, avaliando as causas em casos de baixo desempenho.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Paulo Henrique Amorim: O jornalista que encolheu

Eu sempre considerei o Paulo Henrique Amorim um excelente jornalista: crítico, sensato, independente, comunicativo, apesar de um tanto tendencioso, principalmente quando se trata de defender cegamente o governo Lula e o PT em geral. Mas, enquanto ele está no papel de colunista, eu não posso criticar o fato dele defender suas posições, eu posso apenas concordar ou discordar.

Até hoje ele tenta passar essa boa imagem. Veja, por exemplo, o seu portal na internet. No seu perfil ele diz que espera que o neto se orgulhe de suas idéias e nos seus artigos, ele chama a grande imprensa de golpista:

"Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista."

Mas ele se esquece de falar dos seus próprios pontos fracos. Hoje ele trabalha para a Rede Record, que pertence ao famigerado bispo Edir Macedo. Mas, este não o problema maior, afinal todos nós temos que ganhar a vida. O problema é o papel que ele aceita fazer no seu emprego, como se fosse trabalho jornalístico.

Em outubro de 2007 ele fez uma reportagem no programa dominical da Record, que chegou a me dar pena pelo papel que ele desempenhou ao conduzir uma matéria encomendada pelo dono da empresa, o tal Edir Macedo. Eu não conheço muito de jornalismo, mas, essa reportagem deve ir contra qualquer manual básico da profissão: tratar matéria paga como se fosse notícia.

Na tal matéria, o bispo foi mostrado como vítima de perseguição por parte das autoridades porque passou 11 "terríveis" dias na cadeia e aproveitou para mostrar o seu livro em que contava as agruras sofridas neste episódio.

O Paulo Henrique cumpriu direitinho o papel que lhe cabia naquele "informe publicitário", eu percebi que em alguns momentos ele quase chegou às lágrimas com a "dramática" história do sujeito que há 15 anos, passou 11 dias na cadeia, foi tratado como manda a lei e aproveitou bem esse fato para fortalecer ainda mais a sua imagem junto aos fiéis.

Se o Paulo Henrique continuar assim, vai acabar sendo promovido pela Record pelos bons serviços prestados. A pena a que eu me referi acima é por constatar que jornalismo passou a ser apenas uma lembrança distante na sua carreira.

Tal qual fez o seu patrão, futuramente ele pode até escrever um livro sobre essa virada na sua carreira e ganhar mais algum dinheiro. Para ajudar, eu dou a minha sugestão de título: "Paulo Henrique Amorim: O jornalista que encolheu".

Nós costumamos criticar pessoas como a Mônica Veloso, que fazem tudo por dinheiro, mas, existem maneiras bem mais sutis de agir da mesma forma e não causar tanta polêmica. Enquanto a Mônica vendeu o corpo (seja para o senador ou seja para a Playboy), o Paulo Henrique está vendendo as suas idéias e convicções e, eu acredito, por um preço bem mais barato.

A minha curiosidade é saber o quanto uma pessoa aceita se rebaixar para ganhar a vida? Será que o seu neto vai se orgulhar disso também?

Posteriormente, em 2008, o Sr. Paulo Henrique Amorim teve o seu contrato com o portal IG rescindido. Ele saiu atirando para todos os lados e criticando o IG e todos que tivessem algum tipo de relacionamento com o portal, sem dó.

Eu concordo que o IG agiu de forma pouco ética na rescisão do contrato dele. A rescisão deveria ter sido comunicada com mais antecedência e os seus leitores deveriam ter sido informados sobre o novo local de hospedagem do blog.

Contudo, eu acho que o assunto foi tratado de maneira equivocada pela maioria das pessoas:

- O fato não se tratou de uma demissão, afinal o Paulo Henrique não era empregado do IG, tinha um contrato de hospedagem do seu site;

- Também não se tratou de censura, o IG simplesmente não concordou com a sua postura, seja por razões comerciais ou políticas, e resolveu não continuar hospedando o seu site. O meu patrão, se não gostar de alguma atitude minha, pode me mandar embora sem nenhuma explicação e nem por isso os outros vão dizer que eu fui censurado.

- Ele não foi injustiçado, simplesmente um contrato comercial foi rompido. Eu acredito, que financeiramente ele pode até faturar mais em um blog independente exibindo anúncios pagos.

Agora, o que me incomoda muito nessa situação, é o hábito que o Paulo Henrique tem de sair "atirando" sempre que deixa uma organização:

- Ele trabalhava na Globo, recebia seu salário e, pelo menos aparentemente, não tinha nenhuma intenção de sair. Bastou a Globo lhe demitir, que virou o exemplo para tudo de ruim que havia na imprensa. Quando ele estava lá dentro não achava isso ou estava aturando calado por causa do bom salário?

- No IG, eu nunca vi nenhuma manifestação dele contra o portal e seus acionistas. Agora que ele saiu, o portal e seus executivos ganharam apelidos pejorativos e passaram ser a encarnação do demônio.

Mas o Paulo Henrique ainda trabalha para a Record. Será que lá na Record não tem nada de errado? É correta a exploração que os "bispos" fazem dos miseráveis? É correto a IURD usar uma concessão pública para vender seu "produto"? É correto a IURD patrocinar uma "chuva" de ações judiciais contra quem quer que seja? As finanças da IURD e suas coligadas são transparentes e parecem éticas? Está certo o "bispo" Macedo fazer a emissora produzir matéria encomendada como se fosse jornalística usando o Paulo Henrique como apresentador?

Talvez, se o Paulo Henrique se dispusesse a responder, ele dissesse: "Nada disso existe, não há nenhum problema deste tipo na Record."

Mas, talvez ele só se lembre de mencionar isso no dia que a Record o demitir e ele resolver sair atirando com a sua metralhadora de conveniências.

Cuidado, Paulo Henrique, pois, você está gastando rapidamente todos os cartuchos de prestígio que acumulou durante vários anos. Um dia, os cartuchos acabam.

Eu enviei este texto para o portal do Paulo Henrique, mas, naturalmente, ele não foi publicado e nenhuma reposta me foi dada.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Absurdo: Querem dobrar o tempo da propaganda partidária

Existe um projeto de lei na fila de votação do senado que dobra o tempo da propaganda partidária obrigatória em rádios e televisões.

Se hoje já é difícil aguentar aquele monte de partidos desconhecidos, sem propostas, sem identidade, sem credibilidade, sem ideologia e com um discurso completamente descolado da prática, invadindo o horário nobre da televisão em nossas casas, imagina isso em dobro.

Veja mais informações em:


Os partidos, ao invés de se preocuparem em propor coisas sérias no congresso, de se preocuparem com temas importantes como reforma tributária, política, etc., só pensam em aumentar os seus próprios privilégios e fazer mais propaganda.

Proteste, mande um email para os senadores:


Ou ligue para o Alô Senado:

0800-612211

Nós não podemos é ficar calados, assistindo o festival de besteiras que vem do Poder Legislativo a todo momento.

segunda-feira, 16 de março de 2009

A baixa qualidade dos produtos Multitronics

Eu queria comprar um aparelho de MP4 (que tocasse música, vídeo e rádio), mas não queria comprá-lo nos shoppings populares, onde são vendidos basicamente produtos contrabandeados.

Para adquirir um produto legal e com garantia, eu recorri à Internet e pesquisei os aparelhos com os melhores preços.

Acabei optando por um aparelho da Multitronics que eu encontrei na Americanas.com.

O aparelho que eu comprei, faz tudo que promete no anúncio, porém, ele faz tudo muito mal.

Ele é cheio de mal contatos. Para recarregar a bateria ou trocar arquivos com o computador é uma dificuldade, pois, o cabo não encaixa direito e perde o contato a todo o momento. Os botões de comando, hora não funcionam, hora você aperta uma vez e eles disparam, hora você aperta um botão e ele aciona outro comando. Dependendo da maneira que você encaixa o fone de ouvido, só é possível ouvir em um dos lados.

Eu entrei em contato com a Multitronics logo que eu comprei o aparelho e eles disseram que o mesmo não apresentava nenhum problema de funcionamento e, portanto, não poderiam trocá-lo. Contudo, se eu quisesse que eles fizessem uma avaliação sem compromisso de haver um conserto, eu deveria enviar o aparelho via Sedex para a fábrica deles, já que, eles não possuem nenhuma assistência técnica credenciada.

Em função do preço do aparelho, do custo que eu teria para enviá-lo, e de pressupor que a empresa iria dizer que tudo estava funcionando, já que realmente só haviam mal contatos, acabei não enviando e assumi a perda.

Pelo visto, este tipo de reclamação que eu estou fazendo, é muito comum em relação aos produtos da Multitronics e eles têm por hábito não respondê-las.

Portanto, Multitronics nunca mais.

Eu acho que da próxima vez, eu vou a um shopping popular e compro um aparelho contrabandeado que vai me dar menos dor de cabeça e funcionar muito melhor. Às vezes, não adianta querer ser "mais realista que o rei".